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2 de novembro de 2015

BASE COMUM NACIONAL



6o Estudo

A organização para os dois primeiros anos da Educação Básica consta da seguinte estrutura:

Para o PRIMEIRO ANO

SER HUMANO (SER DE RELAÇÃO – ALTERIDADE)

- Perceber-se como pessoa dependente de outras pessoas e das relações que se estabelecem no coletivo familiar, escolar, na instância religiosa, comunitária e no meio ambiente;

- Reconhecer que o “eu” estabelece relações com a natureza e com a sociedade mediadas pelo corpo, pelas linguagens e pelas especificidades histórico sociais;

- Reconhecer-se como membro de um núcleo de convivência familiar e de organizações sociais, onde coexistem diferentes corporeidades, identidades, crenças, práticas, costumes, cada qual com suas necessidades, sentimentos, desejos, opções, sonhos, carências, medos, fragilidades e potencialidades.

CONHECIMENTOS RELIGIOSOS (DIFERENÇAS – SÍMBOLOS – CULTURA para uma identidade)

- Entender as singularidades constituintes dos seres humanos, que conferem dignidade, independentemente de suas diferenças físicas, étnicas, culturais, religiosas, de posição social, de modos de ser e de se apresentar;

- Perceber que tanto o “outro” quanto o “eu” possuem sentimentos, lembranças, memórias, símbolos, valores, saberes e crenças que se constituem como referências para a construção da identidade pessoal e coletiva e que merecem consideração e reconhecimento.

PRÁTICAS RELIGIOSAS E NÃO RELIGIOSAS (SÍMBOLOS E ESPAÇOES para marcar esta identidade)

- Perceber a presença de símbolos, valores e crenças em suas manifestações nos diferentes espaços, territórios sagrados e territorialidades, para conhecer.

Para o SEGUNDO ANO

SER HUMANO (IDENTIFICAÇÃO de símbolos, memórias, expressões)

- - Identificar o conjunto de lembranças e símbolos sócio/familiares e comunitários que integram, identificam e diferenciam as pessoas em suas culturas.

- Reconhecer a existência de símbolos religiosos e não religiosos como elementos identitários das diferentes culturas, tradições e expressões religiosas.

- Identificar orientações e princípios éticos presentes nas diferentes culturas e tradições religiosas relacionadas ao respeito e ao cuidado da vida, da natureza, do corpo e da saúde.

CONHECIMENTOS RELIGIOSOS (Símbolos e Alimentos que representam uma identidade)

- Conhecer os símbolos religiosos relacionando-os às suas respectivas culturas, tradições e expressões religiosas, valorizando tanto sua dimensão imanente (material) quanto transcendente (espiritual).

- Conhecer alimentos considerados sagrados pelas culturas, tradições e expressões religiosas, identificando os diferentes sentidos e valores que assumem em cada contexto.

PRÁTICAS RELIGIOSAS E NÃO RELIGIOSAS (Territórios para dar identidade)

- Identificar territórios sagrados e territorialidades presentes na sociedade.

Porém o sujeito – ESTUDANTE deste período caracteriza-se:

 1º ano
Entre 5 e 6 anos
  • ·       tempo máximo de concentração 10minutos;
  • ·        vocabulário simples e imaginação aguçada;
  • ·       abordar/trabalhar conceitos de amor e contribuir (J.Fowler);
  • ·        atividade que dêem condição de brincar com os outros;
  • ·        espaço para expressão de emoções, toque físico (abraços);
  • ·       -interesse das crianças em abordar a “morte”
  • ·        envolver o corpo: noção do próprio corpo no espaço, resistência muscular e equilíbrio;
  • ·        interesses / utilizar: compartilhar, demonstrar afeto, desenvolver concentração, movimento corpo, equilíbrio, elementos natureza utilizando a experimentação, desenhos mais detalhados, audiovisuais atividades curtas e diversificadas, cooperação/colaboração e compartilhar


2º ano
Entre 6 e 7 anos
  • ·        tempo máximo de concentração 20minutos; vocabulário simples e imaginação aguçada;
  • ·        abordar/trabalhar conceitos de paciência, tolerância e valores (J.Fowler);
  • ·        atividade desafiadoras e que dêem condição de competir com os outros;
  • ·        espaço para desenvolvimento de auto controle (impaciência e excitabilidade);
  • ·        necessidade de aceitação e segurança;
  • ·        desenvolver atividades em grupo ;
  • ·        interesses / utilizar: imaginação, curiosidade, memorização, raciocínio concreto, observação.



Atividade

Existe coerência entre a proposta organizacional e o sujeito que ira participar deste percurso ? Responda e justifique.

Escreva para nós gper@gper.com.br 


21 de outubro de 2015

BASE COMUM NACIONAL



5o Estudo

É importante ressaltar a compreensão da BASE NACIONAL COMUM sobre o Ensino Religioso não confessional, pois. este assume que a responsabilidade de oportunizar o acesso aos saberes e aos conhecimentos produzidos pelas diferentes culturas, cosmovisões e tradições religiosas sem proselitismos é da escola, pois esta é uma instituição laica que a partir de pressupostos científicos, estéticos, ético, culturais e linguísticos, visa à formação de cidadãos e cidadãs capazes de compreender as diferentes vivências, percepções e elaborações relacionadas ao religioso e ao não religioso, que integram e estabelecem interfaces com o substrato cultural das humanidades. Não compete à escola promover o proselitismo religioso caracterizado pela difusão de um conjunto de idéias, de práticas e de doutrinas que esse autorreferenciam como verdade exclusiva. Esta informação doutrina é de responsabilidade das famílias e de suas respectivas comunidades religiosas.

Como é previsto na Constituição Brasileira em seu artigo quinto todos são iguais perante a lei e deve ser garantido a inviolabilidade a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (Inciso VI) o que é realizado no privado das comunidades. Pois, a escola pública não é uma entidade civil ou militar de internação coletiva para ocorrer à prestação de assistência religiosa (Inciso VII). Não é possível solicitar das escolas de educação básica o mesmo atendimento previsto para quarteis e presídios. São situações distintas.

Outra questão por que a BNCC apresenta o ER NÃO CONFESSIONAL – é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público (Artigo 19 da Constituição), não é possível utilizar recursos público para financiar o ensino de religião na escola.

Já que o Ensino religioso é um componente curricular que deverá ser oferecido nos horários normas das escolas públicas de ensino fundamental mesmo que de matrícula facultativa terá que assegurar a formação básica comum e o respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais, pois está entre os conteúdos fixados para o ensino fundamental (Artigo 210 da Constituição).

A partir destes elementos que na Audiência pública promovido pelo Supremo Tribunal Federal a grande maioria das autoridades que apresentaram os argumentos defenderam um Ensino Religioso a parti da escola, da cultura e não apoiaram o ensino prosélito.

Neste contexto que estão sendo construídos os argumentos da Base Nacional Comum para o Ensino Religioso na escola.

Atividade

Qual a sua posição sobre esta concepção do Ensino Religioso ?

Escreva para nós gper@gper.com.br 



18 de outubro de 2015

BASE COMUM NACIONAL




4o Estudo


A BASE NACIONAL COMUM formaliza a presença do Ensino Religioso na área de HUMANAS para que os estudantes compreendam a leitura religiosa da sociedade a partir do conhecimento religioso que podemos traduzir no desenvolvimento do fenômeno religioso e que nos permite compreender como as manifestações religiosas interferem na política, econômica no ethos, nas artes das diferentes comunidades. Em decorrência desta compreensão a Associação de Programas de Teologia e Ciências da Religião, assim como a Sociedade de Teólogos e Cientistas da Religião, Associação Brasileira de História das Religiões solicitou ao Conselho Nacional de Pesquisa que ao reorganizar a árvore do conhecimento de Estudos da Religião articulasse o Ensino Religioso como Ciências da Religião aplicada.
Nesta segunda década do século XXI o Ensino Religioso assume um perfil a partir da escola na perspectiva das Ciências Humanas vinculado a Ciências da Religião em diálogo com a Educação visando o processo de ensino-aprendizagem. Para tal a disciplina está sendo articulada a partir de temas como MITOS – RITOS – TEXTOS – SÍMBOLOS – ETHOS em uma leitura espacialmente e historicamente contextuadas. 

Atividade

Como organizar o Ensino Religioso a partir desta nova  concepção ?

Escreva para nós gper@gper.com.br 

10 de outubro de 2015

BASE COMUM NACIONAL

3o Estudo

No último estudo procuramos verificar os eixos propostos para esta Base Comum. Para este terceiro momento vamos dialogar sobre os pressupostos estabelecidos para desenvolver estes eixos.

O proselitismo religioso caracteriza-se pela difusão de um conjunto de idéias, de práticas e de doutrinas que esse autorreferenciam como verdade exclusiva. Durante todo período colonial e imperial, a estreita relação entre Estado e Igreja legitimou o proselitismo na instrução pública, assim como discursos e práticas de negação da diversidade religiosa e da subalternização das crenças e saberes, identidades e culturas que se distinguiam do padrão sociocultural estabelecido. Mesmo com a proclamação da República e com a consequente separação constitucional dos poderes politico e religiosa, o proselitismo ainda se configura no contexto e cotidiano escolar.

O Ensino Religioso não confessional assume a responsabilidade de oportunizar o acesso aos saberes e aos conhecimentos produzidos pelas diferentes culturas, cosmovisões e tradições religiosas sem proselitismos. O estudo dos conhecimentos religiosos na escola laica, a partir de pressupostos científicos, estéticos, ético, cultuais e linguísticos, visa à formação de cidadãos e cidadãs capazes de compreender as diferentes vivências, percepções e elaborações relacionadas ao religioso e ao não religioso, que integram e estabelecem interfaces com o substrato cultural das humanidades.
Os conhecimentos religiosos fundamentam, articulam e expressão maneiras próprias de como cada pessoa ou grupo capta, interpreta, aprende e elucida os acontecimentos da vida. Embasam crenças, comportamentos, atitudes, valores, símbolos, significados e referenciais utilizados para realizar escolhas e dar sentido à vida.

Para tal é proposto um encaminhamento metodológico

O Ensino Religioso, cujo objeto de estudo é o conhecimento religioso, assume o diálogo metodológico orientador dos processos de observação, de análise, de apropriação e de ressignificação dos saberes, organizando-se na Educação básica.

Pretende-se nas escolas públicas defender a necessidade de "salvaguardar" a liberdade de expressão religiosa e não religiosa em sala de aula.

Como por exemplo no 3º ano do fundamental, por exemplo, o professor deve mostrar ao aluno que representações das divindades são construções humanas, elaboradas em função das experiências religiosas.
Enquanto para o  8º ano, o estudante deve perceber os limites e possibilidades da atuação de grupos religiosos em um Estado laico". No ano seguinte, serão abordados os sentidos e significados da vida e da morte" para ateísmo, niilismo e ceticismo, por exemplo.

Atividade

Como organizar uma aula de Ensino Religioso a partir dos eixos, dos pressupostos pela Base Comum ?
Escreva para nós gper@gper.com.br 

Estudo no. 04 no dia 17 de outubro

27 de setembro de 2015

BASE COMUM NACIONAL



2o Estudo


Texto da BASE COMUM NACIONAL sobre OBJETO DE ESTUDO DO ENSINO RELIGIOSO:
O Ensino Religioso, cujo objeto de estudo é o conhecimento religioso, assume o diálogo como um princípio metodológico orientador dos processos de observação, de análise, de apropriação e de ressignificação dos saberes, organizando-se, na Educação Básica, a partir de eixos, a saber:
  • SER HUMANO, considerando as corporeidades, as alteridades, as identidades, as imanência-transcendência, os valores e os limites éticos, os direitos humanos, a dignidade;
  • CONHECIMENTOS RELIGIOSOS, considerando os mitos, os ritos, os símbolos, as ideias de divindades, as crenças, os textos sagrados orais e escritos, as filosofias de vida, as ideologias e as doutrinas religiosas;
  • PRÁTICAS RELIGIOSAS E NÃO RELIGIOSAS, considerando suas manifestações nos diferentes espaços, os territórios sagrados e as territorialidades, as experiências religiosas e não religiosas, as lideranças religiosas, o ethos, as espiritualidades, as diversidades, a política, a ecologia.
Na perspectiva da diversidade cultural, religiosa e dos direitos humanos, o Ensino Religioso não pode ser concebido como ensino de uma religião ou das religiões na escola. Busca desconstruir significados e experiências colonialistas, reconstruindo atitudes de valoração e respeito às diversidades, ao mesmo tempo em que instiga a problematização das relações de saberes e poderes de caráter religioso, presentes na sociedade e respectivamente no cotidiano escolar.
O estudo dos conhecimentos religiosos constitui um dos elementos da formação integral e objetivo de aprendizagem dos/as estudantes, tendo em vista uma melhor compreensão da sociedade e do mundo, no sentido de salvaguardar a liberdade de expressão religiosa e não religiosa – tais como o materialismo, o ateísmo, o ceticismo e o agnosticismo, entre outras - e de assegurar a promoção e a defesa da dignidade humana.

 Texto da Prof. Lizete Vieser de 2001 no Caderno Temático 01 – sobre a Compreensão de O Conhecimento Religioso


A escola, pela sua função social, constitui-se no espaço de construção e ressignificação dos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados.
Como parte do patrimônio da humanidade, o conhecimento religioso também está disponível na escola, pois é um conhecimento que explicita o fenômeno religioso, presente em todas as culturas, universal e indestrutível por que radicando no ser humano.
Logo, é veiculado no Ensino Religioso, enquanto conhecimento humano historicamente constituído, sem a conotação de conhecimento revelado. O conhecimento revelado é fundamento de crenças religiosas, assumido a partir do revelador e é acolhido pelo crente, o que supõe adesão, ato de fé, e é patrimônio da Tradição Religiosa.
·                 “Por questões éticas, religiosas e até legais, não cabe à escola propor adesão e vivência desses conhecimentos enquanto princípios de conduta religiosa e confessional, mas sim veicular o conhecimento religioso”. (cf. PCNER p. 22)
Dessa forma, o conhecimento do fenômeno religioso está fundamentado nas ciências humanas, sociais e na religião, suporte mínimo necessário para o desenvolvimento do Ensino Religioso como um saber. Portanto, esse conhecimento, na disciplina Ensino Religioso, remete para a “construção do saber”, entendido em suas diversas nuances.
As diferenças básicas, determinantes pelo encaminhamento do Ensino Religioso no fazer pedagógico, mesclam-se nas diferentes tendências que perpassam a escola.
Assim, o saber decorrente pode ser classificado em:
- “saber em si” que é o olhar acerca de algo, de alguém, de algum lugar, que se resume no repasse de informações; é a informação pela informação. Isto também ocorre no Ensino Religioso quando se faz o ensino da doutrina (doutrinação).
Neste sentido, no Ensino Religioso, o “saber” construído a partir das respostas elaboradas pelas Tradições Religiosas e Culturas á  caracterizado como um “saber em si”, veiculado como informação, mesmo que seja na perspectiva da pluralidade (mais de uma);
- “saber em relação” que é o saber a partir das múltiplas relações sociais, políticas, econômicas, ideológicas. No Ensino Religioso expresso pelo currículo organizado na perspectiva das relações do ser humano consigo mesmo, com os outros, com o mundo e o Transcendente;
- “saber de si” que é o algo a partir de si mesmo, na busca de respostas existenciais (Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Por que vivo?)
O “saber” (expresso pelos conteúdos), enfocado na perspectiva das relações históricas, desencadeia uma valoração de ética (comportamento decorrente), que hoje é explorado como Temas Transversais, os valores da Vida Cidadã, para todas as disciplinas. E o seu fundamento está na Antropologia.
Já o “saber de si”, o entendimento de si, se dá na reconstrução de significados pela releitura (análise, interpretação) dos elementos do fenômeno religioso, pois, para todo ser humano, culturas e tradições religiosas são elementos significativos, densos e tensos que se conectam na formação do cidadão. Assim, o “saber de si” fundamenta-se na fenomenologia religiosa.

Considerando as categorias (conhecimento, pensamento e currículo, aula, aprendizagem, ciência fundante), pode-se então entender a produção do conhecimento no Ensino Religioso.

Atividade

O que vamos estudar no ENSINO RELIGIOSO ?
A partir dos textos propostos acima - O QUE É O CONHECIMENTO RELIGIOSO ? 
Escreva para nós gper@gper.com.br 

Estudo no. 03 no dia 10 de outubro

20 de setembro de 2015

BASE COMUM NACIONAL



Hoje iniciamos um novo ESTUDO no BLOG FORMAÇÃO CONTINUADA é sobre o DOCUMENTO DA BASE COMUM NACIONAL publicado pelo Ministério da Educação. Participe !!I

1o Estudo

O documento divulgado na semana passada denominado de Base Comum Nacional (BCN) é uma proposta organizada por equipes estabelecidas pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, pretende propor os conhecimentos essenciais aos quais todos os estudantes brasileiros têm o direito de ter acesso e se apropriar durante sua trajetória na Educação Básica, ano a ano, desde o ingresso na Creche até o final do Ensino Médio. Com ela os sistemas educacionais, as escolas e os professores terão um importante instrumento de gestão pedagógica e as famílias poderão participar e acompanhar mais de perto a vida escolar de seus filhos. Esta base será mais uma ferramenta que vai ajudar a orientar a construção do currículo nas escolas brasileiras em todo o território nacional, sejam elas públicas ou particulares. A BCN indicará quais os elementos fundamentais que precisam ser ensinados nas Áreas de Conhecimento: na Matemática, nas Linguagens e nas Ciências da Natureza e Humanas, desta forma orientará formulação do projeto Político-Pedagógico das escolas, permitindo maior articulação deste. A partir da Base, os mais de 2 milhões de professores continuarão podendo escolher os melhores caminhos de como ensinar e, também, quais outros elementos (a Parte Diversificada) precisam ser somados nesse processo de aprendizagem e desenvolvimento de seus alunos. Tudo isso respeitando a diversidade, as particularidades e os contextos de onde estão. O que se pretende que esta BCN atenda ao Plano Nacional de Educação e em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a educação Básica, o objetivo da Base Nacional Curricular para sinalizar os percursos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes ao longo da educação Básica, com a tarefa de promover curiosidade, imaginação e investigação ao longo das diferentes etapas de tal forma que os conhecimentos sejam contextualizados e seja promovido a generalização e a abstração.
Neste novo cenário o Ensino Religioso por estar contemplado na Constituição (Art. 210), na LDB (Art. 33) e nas Diretrizes foi abordada na BCN nas Ciências Humanas que compõem um campo cognitivo dedicado aos estudos da existência humana e das intervenções sobre a vida, problematizando as relações sociais e de poder, os conhecimentos produzidos, as culturas e suas normas, as políticas e leis, as sociedades nos movimentos de seus diversos grupos, os tempos históricos, os espaços e as relações com a natureza. Essa área reúne estudos de ações, de relações e de experiências coletivas e individuais que refletem conhecimentos sobre a própria pessoa e sobre o mundo em diferentes manifestações naturais e sociais. Ainda que sujeita a diferentes correntes e vertentes teóricas, o pressuposto fundamental da área considera o ser humano como protagonista de sua existência.


Atividade

Leia os seguintes textos:

Após a leitura dos três textos explique qual a identidade do Ensino Religioso brasileiro ?
Escreva a resposta para gper@gper.com.br 


Estudo no. 02 no dia 27 de setembro

7 de setembro de 2015

História Contemporânea do Ensino Religioso




A história do ensino religioso contemporâneo passou por algumas significativas mudanças. Inicialmente nos anos setenta a primeira alteração foi à discussão sobre a distinção entre o ensino religioso e a catequese, a segunda foi à compreensão que sua articulação deveria ser a partir da escola. Ocupando-se com a fundamentação pedagógica para assumir um perfil de componente curricular. Nos anos noventa a leitura a partir da diversidade religiosa foi à terceira alteração, posteriormente tendo como ano base 2006 ocorreu à quarta alteração com o início da vinculação do ensino religioso com a Ciências da Religião e as Instituições de Ensino Superior, desta forma assumindo uma perspectiva de pesquisa-ensino-extensão.

Todas estas modificações foram fundantes para deixar o Ensino Religioso de uma atividade eclesial, uma ação pastoral para ser efetivamente um componente curricular.


Efetivando que a disciplina não é um ato pastoral, nem um exercício de ecumenismo ou de diálogo religioso, estas ações são eclesiais e não acadêmicas. Foi uma longa construção para a constituição como espaço do conhecimento.

O Ensino Religioso assumiu neste século XXI um perfil acadêmico-escolar deixando de ser uma ferramenta de instrução eclesial. Assumindo a perspectiva da formação para a DIVERSIDADE - CONHECER PARA RESPEITAR.